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Aos 127 anos as minas da Panasqueira ganham uma nova vida, em parte devido à corrida ao rearmamento da Europa
Last Updated, May 2, 2025
Written by Almonty Industries Inc.
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This article was originally written and published by Expresso. It is republished here on Almonty.com with acknowledgement to the original source.
As reservas de volfrâmio já identicadas nas minas da Panasqueira, no concelho da Covilhã, garantem pelo menos mais 15 anos de atividade. Atualmente empregam 250 pessoas, das quais 15% são imigrantes. O Expresso fez uma viagem ao fundo das minas e mostra como se trabalha a várias centenas de metros de profundidade
Assim que se entra num dos principais túneis de acesso às minas da Panasqueira já se está com mais de uma centena de metros de terra em cima da cabeça, isto porque a abordagem se faz no flanco de uma serra profusamente ‘esburacada’, em resultado de 127 anos de exploração.
À boca do túnel, e mesmo ao lado do quadro de presenças onde se faz a prova de entrada na mina, pontua uma pequena estátua de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros. Perpassa silenciosamente por ali uma certa dose de religiosidade. Não se vê, mas sente-se o respeito pela mãe natureza, que a partir daquele sítio nos engole e nos fecha numa escuridão pesada, apenas rasgada pelo feixe de luz das lanternas penduradas nos capacetes ou na lapela do fato de macaco.
A descida faz-se em declive até ao chamado ‘nível 2’, mais de dois quilómetros depois da entrada à cota de 560 metros acima do nível do mar e depois somos conduzidos por um emaranhado de túneis e galerias, profusamente alagados pela água das chuvas recentes, até 470 metros face ao nível do mar.
Na II Guerra Mundial as minas da Panasqueira chegaram a empregar, de forma direta, mais de 5700 pessoas. Mas o número de trabalhadores encolheu ao longo das últimas décadas
A adrenalina anda de braço dado com o entusiasmo da descoberta de uma nova frente de trabalho, mas sempre a roçar os limites da claustrofobia e de uma certa dose de medo que mais vale ignorar. Ali trava-se uma luta permanente com a escuridão, na tentativa de encontrar um novo filão de volfrâmio. Ao fim e ao cabo, é apenas um local de trabalho para 150 dos atuais 250 empregados da Beralt Tin & Wolfram. Durante a II Guerra Mundial a Panasqueira chegou a dar trabalho a 5730 pessoas, mais 4780 garimpeiros que vendiam minério ao quilo à empresa.
Manuel Pacheco, diretor técnico das minas da Panasqueira, acaba por ser uma espécie de antídoto contra a claustrofobia, tal é o entusiasmo com que nos vai anunciando o que está a acontecer em cada frente de trabalho. E são mais de 100 essas frentes de ataque, distribuídas por 12 áreas de desmonte (perfuração).
1. A MINA O jazigo das minas da Panasqueira compõe-se de filões horizontais e sub-horizontais que se estendem por uma área de 2000 metros por 800 metros e uma extensão vertical superior a 250 metros
2. DESCOBRIR O FILÃO Os filões são de quartzo, encaixados em xisto metamorfisado, cuja largura pode variar entre os 30 centímetros e 1 metro. É nestes filões que ocorre a mineralização de volframite, de onde se extrai o concentrado de volfrâmio
3. PERFURAÇÃO E EXPLOSÃO DOS CORREDORES Um composto de explosivos, onde predomina o gelamonite, é colocado nos furos por um aparelho de ar comprimido para que fique devidamente fixado. A boca do furo é tapada com argila. As explosões (60 por noite) dão-se a partir da uma hora da madrugada. Durante a noite, as poeiras são aspiradas pelas chaminés de ventilação e no final os locais das explosões são regados com água. O turno das 7h dá início à remoção dos escombros
4. ESQUEMA DOS DESMONTES O desmonte (operação de frentes de trabalho) é feito pelo método de câmaras e pilares. Abrem-se galerias de 5 metros de largo nos sentidos NS e EW, de modo a definir pilares de 11×11 metros. Estes são posteriormente recuperados em retirada, de modo a que no final fiquem pilares de 3×3 metros
5. TRANSPORTE PARA A LAVARIA O minério explorado é transportado por pás mecânicas e vagões até à trituradora interior, seguindo daqui por tapete rolante (com 1200 metros) até à lavaria
No final de cada dia, as minas da Panasqueira crescem mais 100 metros (cerca de dois quilómetros por mês) que se vão somando aos mais de 5000 quilómetros de túneis e galerias que cinco gerações de mineiros ali ajudaram a perfurar desde 1898.
Esta, que é “provavelmente” a mina mais antiga da Europa e uma das que acumulam mais longevidade à escala mundial. Segundo Manuel Pacheco, tem pela frente pelo menos mais 15 anos de exploração. Essa informação é corroborada por António Corrêa de Sá, administrador executivo da Beralt Tin & Wolfram, empresa de capitais canadianos que atualmente detém a exploração da Panasqueira.
O otimismo está colado a cada palavra, tanto do diretor técnico como do administrador executivo. “Temos um projeto para abrir mais um nível de exploração, a que vamos chamar ‘nível 4’ (o mais profundo da Panasqueira)”, adianta António Corrêa de Sá, explicando que a empresa se está a candidatar a financiamento da União Europeia disponível para o efeito.
E é de Bruxelas que acabam de vir boas notícias para as minas da Panasqueira, pois o volfrâmio (de nome técnico tungsténio) foi confirmado, no passado mês de março, como uma matéria-prima não apenas estratégica como também crítica, no documento “Critical Raw Materials Act” (Lei das Matérias-Primas Críticas), da Comissão Europeia.
“A nossa luta diária é a procura de novos filões de minério de volfrâmio, mas é um facto que o anúncio recente da Comissão Europeia para que se aposte no rearmamento acaba por nos dar algum conforto suplementar. O mercado já está à procura de mais volfrâmio — muito utilizado na indústria da defesa, como tanques de guerra ou munições”, adianta Manuel Pacheco.
“Neste momento já estamos a recusar alguns contratos, pois começa a haver muita procura e uma certa sensação de escassez”, nota este responsável. E explica que o facto de a China produzir 80% do volfrâmio a nível mundial, mas estar a reter muita da sua produção para consumo próprio, começa a gerar alguns desequilíbrios entre a oferta e a procura.
Além da defesa, o volfrâmio é muito procurado para os sectores da aviação e aeroespacial, para a indústria automóvel, produção de ferramentas, equipamentos médicos, energias renováveis e ainda semicondutores. Das cerca de 800 toneladas de concentrado de volfrâmio que saem anualmente da Panasqueira, metade segue para os Estados Unidos e outro tanto para a Áustria, por não existir em Portugal indústria siderúrgica adequada à sua fundição.
Ao longo dos seus 127 anos, as minas da Panasqueira interromperam a atividade três vezes: a seguir à I Guerra Mundial, por quebra na procura de volfrâmio; depois da II Guerra, por ordem governamental; e entre 1993 e 1995, por causa das oscilações no preço do volfrâmio. Nesta última, a Beralt Tin & Wolfram tentou compensar alguns dos 700 trabalhadores que, na altura, empregava, cedendo-lhes a preços simbólicos as casas do bairro operário que ainda pontuam na encosta da Barroca Grande.
Atualmente, e por força da elevada mecanização de processos, reduziu a força de trabalho para 250 pessoas, das quais 15% são imigrantes. Alguns dos deslocados, sobretudo timorenses, angolanos, indianos, entre outras nacionalidades, têm direito a alojamento da empresa. Os ordenados de base para quem entra rondam os €1300 brutos (com subsídio de refeição, prémios de assiduidade e de desempenho), o que, segundo a empresa, resulta num ordenado líquido de €1074. Os aumentos salariais em 2025 foram de 5%.
A atividade mineira também se faz no feminino. “Apesar de o ambiente na mina ser pesado e algo hostil, há colegas nossas que vão lá quase diariamente”, admite Manuel Pacheco. Atualmente, são 18 as mulheres que trabalham na Panasqueira, entre geólogas, engenheiras de minas, serviços médicos, administrativas e também trabalho de laboratório.
BREVE HISTÓRIA DE UMA ‘VELHA SENHORA’
1898 É neste ano que se dá a primeira concessão mineira (Cebola, Bodelhão e Cabeço do Pião) à Sociedade de Minas de Volfram em Portugal. Assim nascem as minas da Panasqueira.
1911 Constituição da Wolfram Mining & Smelting Company.
1934 Entre este ano e o fim da II Guerra Mundial regista-se a maior atividade de sempre nas minas da Panasqueira — 5730 trabalhadores mais os 4780 garimpeiros que vendiam ao quilo à empresa.
1970 Construção da infraestrutura de lavaria, onde se faz a separação dos minérios, na aldeia da Barroca Grande, que ainda continua ativa. Três anos depois é criada a Beralt Tin & Wolfram (Portugal) S.A.
1980-1984 Mecanização das operações mineiras e alteração do método de desmonte (exploração) para câmaras e pilares.
2007 A japonesa Sojitz Corporation lançou uma oferta pública de aquisição sobre a Primary Metals, formando a Sojitz Beralt Tin & Wolfram (Portugal) S.A.
2016 O grupo canadiano Almonty Industries Inc. adquire a 100% os direitos de exploração das minas da Panasqueira — Beralt Tin & Wolfram (Portugal) S.A. Esta estrutura mantém-se até à atualidade.
Frases
“Temos um projeto para abrir mais um nível de exploração, a que vamos chamar ‘nível 4’ (o mais profundo da Panasqueira)”
António Corrêa de Sá Administrador executivo da Beralt Tin & Wolfram
“A nossa luta diária é a procura de novos lões de minério de volfrâmio”
Manuel Pacheco Diretor técnico das minas da Panasqueira
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Almonty today announced the appointment of Guillaume Wiesenbach de Lamaziere, CFA as Chief Development Officer to spearhead key corporate development strategy and execution.
The Company has Achieved a Major Operational Milestone with First Ore Delivered to Central Staging Area, Marking a Key Step From Development into Full-Scale Tungsten Concentrate Production TORONTO - Almonty Industries Inc. ("Almonty" or the "Company") (NASDAQ: ALM)...
TORONTO - Almonty Industries Inc. ("Almonty" or the "Company") (NASDAQ: ALM) (TSX: AII) (ASX: AII) (Frankfurt: ALI1), a leading global producer of tungsten concentrate, announced today that the Company is voluntarily withdrawing its short form base shelf prospectus...
About Almonty
Almonty (NASDAQ: ALM) (TSX: AII) (ASX: AII) (FSE: ALI1) is a leading supplier of conflict free tungsten – a strategic metal critical to the defense and advanced technology sectors. As geopolitical tensions heighten, tungsten has become essential for armor, munitions, and electronics manufacturing. Almonty’s flagship Sangdong Tungsten Mine in South Korea, historically one of the world’s largest and highest-grade tungsten deposits, is expected to supply over 80% of global non-China tungsten production upon reaching full capacity, directly addressing critical supply vulnerabilities highlighted by recent U.S. defense procurement bans and export restrictions by China. With established operations in Portugal and additional projects in Spain, Almonty is strategically aligned to meet rapidly rising demand from Western allies committed to supply-chain security and defense readiness. To learn more, please visit almonty.com.
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